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AGS Engenharia e Climatização

Escolha de equipamento

Inverter ou convencional: quando cada um compensa

A diferença está inteira no compressor, e decide bem mais que a conta de luz. Quando o convencional ainda é a escolha certa, e por que na Serra Gaúcha existe um fator a mais no cálculo.

4 min de leituraAGS Climatização
Detalhe da grelha e da hélice de uma condensadora em contraluz

A diferença entre os dois está inteira no compressor, e ela decide bem mais que a conta de luz.

Como cada um trabalha

O convencional, também chamado de on/off, tem duas velocidades: ligado e desligado. Para manter 22 graus, ele resfria até passar um pouco do ponto, desliga, deixa a temperatura subir um pouco, liga de novo. Esse ciclo se repete o dia inteiro, e cada partida é um pico de consumo.

O inverter varia a rotação do compressor. Ele parte forte para chegar na temperatura e depois desacelera, trabalhando em regime contínuo baixo. Não desliga: só passa a gastar menos.

O que muda na prática

Consumo. É onde a diferença aparece mais, mas com uma condição: ela só se realiza com o equipamento ligado por várias horas seguidas. O inverter economiza justamente por não repetir partidas. Ligado por vinte minutos, ele nem chega no regime econômico.

Ruído. O convencional tem um ciclo audível de ligar e desligar, e é isso que costuma acordar quem dorme com ar condicionado. O inverter mantém um ruído baixo e constante, que o cérebro ignora rápido.

Estabilidade. O convencional oscila em torno da temperatura ajustada, tipicamente uns dois graus para cada lado. O inverter segura muito mais perto do ponto.

Rede elétrica. A partida do convencional puxa uma corrente bem maior que a de trabalho. Em instalação antiga ou compartilhada, isso é o que faz a luz piscar quando o aparelho liga.

Preço. O inverter custa mais caro para comprar. É o único ponto em que o convencional ganha, e é o ponto que mais pesa na hora da decisão.

Quando cada um compensa

Inverter compensa quando o equipamento fica ligado várias horas por dia, todo dia. Quarto que é usado a noite inteira, escritório que roda das oito às dezoito, loja aberta o dia todo, consultório. Nesses casos a diferença de preço costuma se pagar dentro de poucos verões, e o conforto é melhor desde o primeiro dia.

Convencional ainda faz sentido em ambiente de uso esporádico. Quarto de hóspedes usado algumas vezes por ano, sala de reunião que liga duas vezes por semana, imóvel de locação de curta permanência. Ali a economia de energia nunca acumula o suficiente para cobrir a diferença de compra.

Existe também o caso em que o orçamento simplesmente não comporta o inverter agora. É uma decisão legítima, desde que tomada sabendo que a diferença volta na conta de luz.

Na Serra Gaúcha, tem um fator a mais

Aqui o ciclo quente é usado boa parte do ano, e é justamente aí que a diferença fica maior. Um inverter em ciclo quente é bomba de calor: ele transfere calor de fora para dentro, em vez de gerar calor por resistência elétrica.

Na prática, isso significa entregar várias vezes mais calor do que a energia elétrica consumida. Comparado a aquecedor elétrico ou a um convencional em ciclo quente, a diferença de consumo no inverno é grande.

Se você mora ou tem operação na região e vai usar aquecimento, essa é provavelmente a razão mais forte para escolher inverter, mais até do que a economia no verão.

Uma confusão comum

Inverter não é sinônimo de gás R-32, nem de Wi-Fi, nem de classificação A do INMETRO. São características independentes que costumam vir juntas nas linhas mais novas, mas existem inverters com R-410A e existem convencionais com classificação boa.

Vale olhar a etiqueta do INMETRO e o consumo declarado em kWh, que é o número comparável entre modelos, em vez de decidir pelo selo na embalagem.

Resumindo

Uso diário e prolongado, ou uso de aquecimento no inverno: inverter, sem muita discussão. Uso ocasional: o convencional continua sendo uma escolha defensável, e não temos motivo para empurrar o mais caro se o seu caso é esse.

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